Tu sub-ocupas o nosso lugar,
Tu imobilizas a nossa dor,
Tu crias a distância,
Que causa a saudade em nós.
A melancolia da tua passagem,
Angustia-nos.
Na memória ficam momentos passados,
Nos quais nos esquecíamos que tu existia,
Que ias passar,
Ias-nos fazer esquecer,
Mas também relembrar e
Talvez repetir,
Aquilo a que deseja-mos voltar!
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
Inferno ou realidade?
É o inferno constante a latejar nas nossas veias centrais, procurando uma saída, porem nunca a achando.
Vivendo na angustia do começado, mas não terminado a que temos de nos submeter.
Inclinações previas para varias soluções, mas sem qualquer vestígio de verdadeira hipótese para de cá sair.Enquanto isso, vivemos no escuro, no inesperado, que por vezes não é o melhor, e a surpresa é constantemente negativa.
Escravos da mentira e do mau-olhado dos outros não sabendo por onde nos havemos de esconder e iludir-nos a acreditar que esta tudo bem.
Às vezes já sem qualquer fôlego perguntamo-nos como conseguimos ainda resistir, a este cruel estado de ansiedade, que temos de superar, não sabendo como nem se conseguimos, mas é obrigatório para conseguirmos sair do suplício e conseguir chegar ao que realmente queremos.
Ficando muitos pelo caminho, rastejando, tentando chegar cada vez mais longe e apercebendo-se de que não conseguirem, almas desfalecidas, que ficam para trás por serem fracas demais e não conseguirem continuar, não é um defeito, mas sim um acumular de pressões, de culpas, de desejos inconcretizaveís.
Mas isto, é a realidade, e o desespero por vezes incalculável de muita gente, e em parte de mim.
domingo, 21 de fevereiro de 2010
Porque?
Tu fazes-me perder no tempo,
Perder o meu lugar no mundo,
Deixar a minha vontade seguir o meu corpo,
A minha alma.
E fazer dela a força para me levantar cada dia,
E olhar-te, de lado, tentando passar de despercebida,
Rastejando a teus pés,
Implorando que me ouças.
Porque é que tenho de fazer isto a cada momento,
Se o que desejo é correr para os teus braços?
sábado, 20 de fevereiro de 2010
É lá!
É no silencio do meu quarto,
Na paz da minha alma,Que penso e reflicto em tudo o que acontece.
Às vezes, é lá que descubro e entendo,
As palavras ditas sem sentido.
É lá que decido se sigo em frente,
Ou se fico por ali,
É lá, é lá na tua ausência
Que muitas vezes penso em ti!
E, em como é difícil acreditar
Que ainda sigo o mesmo rumo
Que sei que é o errado!
Será que ainda vale a pena?
domingo, 7 de fevereiro de 2010
Hoje!
Hoje, hoje senti o apelo do papel e da caneta, nem sempre isto acontece. Provavelmente, só acontece quando tenho necessidade de seguir os meus pensamentos e, por vezes, alguns não podem passar de isso mesmo: pensamento perdidos no mais profundo da minha mente; outros ainda consigo aproveitar porque nem sempre dão certo; outros são meras ajudas para a vida.
Hoje, senti vontade de me exprimir e, como às vezes tenho medo de dizer o que sinto e de o dizer a quem deveria, porque já tropecei várias vezes por ser assim, não consigo esconder o que sinto. Sou impulsiva demais, o que poucas vezes é uma qualidade pois é frequente ser um defeito ao olhar. Esta perspectiva empurra-me cada vez mais para baixo, no sentido de me limitar ao que os outros querem que faça. Eu resisto porque eu sou assim. A minha vida tem de ser como eu decidir e não como os outros a querem. Eu não sou mais do que ninguém mas não quero ser o vulgar que segue os outros por achar que o que eles fazem é o melhor. Eu tentarei sempre ser diferente e seguir o que jamais pensaria em seguir, mas que acima de tudo, desejo, mesmo sabendo que é um erro. E sei muitas vezes que sim, que é, mas é o que me faz sentir bem e é com quem me sinto bem, ninguém percebe isso.
Quero seguir o impulso dos meus sonhos e dos meus desejos, preciso de seguir. E tenho a certeza de que vou conseguir nem que tenha de deixar para trás tudo, mesmo quem eu tenho no meu coração como verdadeiros amigos.
Penso, reflicto e sigo em frente, sempre com isto em mente, mas nunca me deixando abalar por ter isto em mente.
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
A sério não dá para entender
A sério não dá para entender
Quando te sigo ou te dirijo uma minúscula palavras como um “olá”, tu desprezas fazes de conta que nem estas a ligar, porque estas sobre o olho da sociedade.
Mas já quando estamos alheios de tudo e de todos em momentos em que estamos os dois mas a solidão se apodera de nós, é nessas vez que corres atrás e eu sem perceber ou fazendo de conta que não percebo já que é isso que desejo, aceito-te.
Faço-me acreditar que não estas ali obrigado, e que é aquilo que tu queres também, e acabamos por nos entender. E depois, ora depois como sempre desprezas, esqueces, ignoras.Mas, isso não durou para sempre agora podes rastejar infiltra-te na minha alma, no meu coração, mas as minhas acções já tem um processamento bloqueador de tudo o que vem de ti.
Por isso, agora já não vale a pena, destruíste o que era o que queria e o que eu desejava ter.
Não vale a pena.
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